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TRÂNSITO

Morte de jovem reascende debate sobre trânsito de bitrens na área urbana de Vargem

Acidente ocorrido no sábado (4) tem gerado comoção e fomentado debates sobre a necessidade de rotas alternativas para veículos pesados

Publicado em 06/07/2026 às 16:47
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Bitrens: moradores pedem a criação de rota alternativa para os veículos não passarem no perímetro urbano de Vargem (Foto: Reprodução)

O acidente que vitimou a jovem Elaine da Silva Pereira, de 15 anos, na tarde de sábado (4), levantou a discussão sobre a necessidade da criação de rotas alternativas para os bitrens em Vargem Grande do Sul. Os veículos passam por dentro da área urbana, danificando severamente as vias públicas e expondo motoristas, ciclistas e pedestres ao perigo. 

Elaine foi atropelada no cruzamento da Avenida Teotônio Vilela com a rua Virgílio Forlin, no Jardim Primavera. Ela estava de bicicleta quando foi atingida pelo último vagão do veículo, ficando gravemente ferida. A adolescente foi socorrida pela equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), porém, não resistiu e faleceu no Hospital de Caridade. 

O motorista da carreta não percebeu o impacto no momento da colisão e continuou a viagem. Apenas alguns instantes depois, ao ser avisado por outros condutores, tomou conhecimento do ocorrido. Ao constatar a gravidade da situação, ele entrou em estado de choque e também precisou ser levado ao hospital.

REPERCUSSÃO

A morte de Elaine gerou uma grande comoção e trouxe reascendeu a discussão sobre o tráfego de veículos pesado na área urbana de Vargem. Na página do Portal da Cidade, o internauta Evaldo Silva comentou o episódio e chamou atenção das autoridades. “Acho que essa carreta devia ser tirada de passar na via pública aí, né! É muito errado. É carreta que faz a curva, aí ninguém tem visão de nada. Eu lamento por ter acontecido essa morte, uma moça linda e com futuro belo pela frente, mas o prefeito tem que tomar uma iniciativa né!”, postou.

“Cadê os responsáveis para tirar essas carretas de cana que passam por dentro da cidade? Sendo que pode ir até o pedágio e pegar sentido a usina!”, questionou Adilson Batista.

DEBATE

Em uma publicação em um grupo de discussão, o tema foi novamente abordado. Em uma postagem anônima, o autor relatou a necessidade de se adotar medidas em relação ao trânsito de veículos pesados na área urbana. “Não estou aqui para criticar e nem prejudicar ninguém, mas acho que passou da hora de fazer um sistema de pavimentação dessas carretas por fora da cidade. Como todos já sabem: A circulação de bitrens canavieiros é, regra geral, proibida dentro do perímetro urbano das cidades. A restrição ocorre porque esses veículos possuem dimensões gigantescas (podendo chegar a 30 metros) e peso bruto total que passa das 74 toneladas”, afirmou o internauta. “Esse porte elevado causa riscos severos à segurança de pedestres e motoristas, além de danificar o asfalto das vias municipais. Acho que cabe ao prefeito e administração da cidade resolver esse problema. Faz um desvio por fora da cidade para a circulação dessas carretas!”, completou. 

A postagem rendeu vários comentários e também relatos de pessoas que quase se acidentaram com os bitrens. “Também tive um imprevisto com um caminhão desses. Quase fui esmagada também no trevo entrando na cidade. Dá medo viu!”, comentou Ana Claudia Lopes. “Já passou o tempo de fazer outro rotas para eles passarem”, observou. 

A moradora Adriana Camargo também se manifestou favorável a criação de outras rotas para os bitrens. “Acho que tinha que ter um outro lugar para essas carretas passarem. É muito perigoso! Lembrando que esse não foi o primeiro acidente com carreta aqui dentro da cidade”, destacou.

DESVIO

Em meio ao debate, um dos internautas relembrou de uma rota alternativa que havia para o trânsito de veículos pesados. “Alguém aqui se lembra quando tinha o desvio e eles passavam por trás da Cohab??? Nem existia a [Cohab] 6 ainda. [...] “Foi até fechar esse desvio porque reclamavam da poeira, resumindo, voltaram a circular pelo [Jardim] Paulista”, recordou. 

“Tem que ter um desvio onde possam sair direto na pista, sem trafegar dentro da cidade. Cresceu muito aqui para cima da pista. Tem creches, escola, muitas crianças na rua e sem falar a quantidade de carros e motos”, analisou a moradora Silvia Leoni.

“O trecho correto e ir até o pedágio e pegar o acesso que vai até a usina. Mas se é proibido o trânsito desses caminhões dentro do perímetro urbano porque não são multados”, indagou Olivano Leite.

ASSUNTO SÉRIO

Já outro morador, que preferiu não se identificar, avaliou que, após este acidente fatal, esse assunto não pode mais ser tratado como simples reclamação. “Pela legislação de trânsito, cabe ao município cumprir e fazer cumprir as normas de trânsito, além de planejar, regulamentar e operar a circulação nas vias urbanas, conforme o art. 24 do Código de Trânsito Brasileiro. Também existe regra específica do Contran para combinações canavieiras de grande porte, exigindo Autorização Especial de Trânsito — AET — para CVC acima de 74 toneladas e até 91 toneladas. Ou seja, não é só ‘deixar passar’: precisa haver autorização, rota definida, fiscalização, segurança e compatibilidade da via. Se a circulação dessas carretas dentro da cidade oferece risco à população, principalmente depois de uma morte, o poder público tem obrigação de agir com urgência, criando desvio, restringindo horários, sinalizando e fiscalizando. Não é perseguição a trabalhador nem empresa; é proteção à vida, que deve estar acima de qualquer interesse!”, concluiu. 


Fonte: Portal da Cidade Vargem Grande do Sul