PARALISAÇÃO
Greve dos caminhoneiros coloca em alerta região com quase mil transportadores
Vargem Grande do Sul lidera em registros ativos; levantamento reúne dados de oito cidades do RNTRC; deputado Paulo Barbosa cobra solução para a categoria
Publicado em
14/07/2026 às 08:59
Atualizado em
A mobilização nacional dos caminhoneiros, iniciada para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) do Frete antes do fim de sua validade, também acende um alerta para a região de Vargem Grande do Sul, onde o transporte rodoviário de cargas é fundamental para o agronegócio, a indústria e o comércio.
Levantamento realizado pelo Portal da Cidade, com base em dados do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), aponta que oito municípios da região reúnem 796 registros ativos, sendo 199 empresas transportadoras e 597 caminhoneiros autônomos.
Vargem Grande do Sul concentra o maior número de registros da região, com 243 transportadores, sendo 64 empresas e 179 autônomos. Em seguida aparece Aguaí, com 234 registros, divididos entre 67 empresas e 167 caminhoneiros autônomos.
São José do Rio Pardo ocupa a terceira posição, com 222 transportadores cadastrados, sendo 85 empresas e 137 autônomos. Na sequência estão Divinolândia, com 102 registros (20 empresas e 82 autônomos), Tapiratiba, com 95 transportadores (16 empresas e 79 autônomos), São Sebastião da Grama, com 43 registros (4 empresas e 39 autônomos), Itobi, com 40 registros (18 empresas e 22 autônomos), e Caconde, com 39 transportadores, sendo 10 empresas e 29 caminhoneiros autônomos.
Os números demonstram a importância do transporte rodoviário para a economia regional. Além de abastecer o comércio, os caminhoneiros são responsáveis pelo escoamento da produção agrícola, pelo transporte de insumos e pelo atendimento à demanda da indústria, setores que podem ser diretamente afetados caso a paralisação seja ampliada.
A mobilização nacional ocorre em defesa da aprovação da MP nº 1.343/2026, que fortalece a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete e amplia os mecanismos de punição para contratantes que descumprirem a legislação. A medida perde a validade nesta semana caso não seja votada pelo Senado.
Para o deputado federal Paulo Barbosa (PSD), a situação exige uma resposta rápida do Congresso Nacional.
Até o momento, a paralisação está concentrada principalmente em áreas portuárias e pontos estratégicos de carga, sem reflexos significativos na região. No entanto, entidades representativas da categoria afirmam que o movimento poderá ganhar força nos próximos dias caso não haja uma definição sobre a MP do Frete.
Fonte: Portal da Cidade Vargem Grande do Sul
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